Se somente eu lutar
por um mundo melhor,
um dia eu me cansarei
e, certamente, desanimarei
diante das dificuldades.
Eu sou um ser humano
e tenho também meu limite,
por mais que Deus em mim habite...
Mas, se eu tiver o teu ombro amigo
caminhares comigo,
com a fé que abre portas
e a tua palavra de encorajamento
nem por um momento
ficarei desanimado.
Eu irei, sim, além do meu limite
e chegarei ao castelo dos sonhos
que em algum lugar sei que existe...
Eu preciso muito de si
e, certamente,
precisas também de mim.
Vamos unir as nossas forças
para nos tornarmos fortes.
Com o amor sendo um suporte
venceremos muitas barreiras
e até mesmo a morte...
Não importa o teu passado,
limitações que tenhas
e nem a tua crença também.
Falhas, quem é que não tem?
Eu somente espero
que sejas sincero,
respeite minhas emoções,
ajude nos meus erros,
mas aponte também as soluções...
Vamos construir um mundo
onde haja mais justiça,
fraternidade,
paz entre as pessoas
e muita solidariedade.
Isso não é uma fantasia
e nem falo com precipitação.
Se cada um fizer um pouco,
em breve seremos uma nação
onde haverá mais coração...
| Duas mulheres, uma anciã e uma jovem viúva, estão sentadas num quarto, na penumbra. Seus vestidos de luto fazem com que dos seus rostos e mãos emane uma pálida claridade. As mãos da jovem seguram o retrato do marido que acaba de perder a vida num acidente. Tinham-no enterrado na manhã daquele dia. Por muito tempo as duas mulheres ficaram sentadas, sem palavras e sem lágrimas. Finalmente a anciã tira das mãos da neta o retrato do marido e diz com voz baixa: - Filha, ouve o que quero dizer-te. A jovem não respondeu, mas a anciã começa a falar: - Quando Deus me deu o primeiro filho, aconteceu que ele ficou doente e eu, sentada à noite ao seu lado, com uma mão no berço, adormeci. Tive um sonho muito estranho: detrás de uma cortina longa e densa saiu um anjo escuro e aproximou-se do berço, querendo levar o meu filho. Estendi logo as mãos sobre o berço e gritei: - Não, Morte, não te deixo levar o meu filho! O anjo sorriu e disse: - Não me chamo Morte, chamo-me vida! Precisarei levar o teu filho. Ou preferes trocar? Queres este em lugar do bebé? Erguendo ele a cortina, saiu de lá um menino bonito e forte, de pele clara, olhos azuis e cabelos louros em caracóis. Mas a mim era estranho e gritei: - Não, não o quero! Antes mata-me. Ninguém pode matar - replicou o anjo - Precisas concordar com a troca! Ou preferes este? O menino desapareceu e em seu lugar apareceu um jovem. - Toma este! Vê como ele é belo, seus membros bem proporcionados, corpo e alma com forças vibrantes. - Não, não! - gritei outra vez. E o anjo disse: - Mas este amarás com certeza. - E mostrou-me a imagem de um homem de barba escura, bronzeado pelo sol e pelos ventos. - Não, – voltei a gritar – nunca o amarei! Vou odiá-lo! - Mas este aqui – o anjo continuou a argumentar comigo: era um velho de ombros largos e cabelos grisalhos. - Não, não, não! Jamais trocarei. Vai embora e não toques no meu filhinho! O anjo sorriu outra vez, dizendo: - Certamente irás trocar e serás feliz. Vida e morte são uma coisa só. A morte não existe. Assim dizendo, desapareceu. Acordei trémula, ao lado do berço do meu filho que estava dormindo tranquilamente. Os anos passaram e eu fui trocando: o bebé pelo menino, o menino pelo jovem, o jovem pelo homem e o homem pelo velho. E fui me lembrando de cada um como o tinha visto no sonho. O grisalho, tu o conheces: é meu filho, teu pai! A anciã se calou. E a jovem viúva ergueu o retrato do marido, dizendo: - Mas isto aqui não é troca, é roubo! - Espera – disse a anciã – ainda não terminei. Na noite seguinte o sonho se repetiu. Vi outra vez o menino, o jovem, o homem e o velho e não quis saber nada deles. Mas, depois de me mostrar tudo como na noite anterior, o anjo disse: - Até aqui era só por brincadeira. Agora precisas aceitar uma troca bem mais difícil: aceita este em troca! - Mas não vejo ninguém! - Exclamei. - Não podes vê-lo – replicou o anjo. - Mas também não ouço ninguém. - Pois ele não se deixa ouvir – respondeu o anjo. Eu tacteava ao redor: - Ninguém está aqui! E o anjo disse: - Tampouco podes palpá-lo. - Então zombas de mim? - Não. Tu não me entendes. Vou falar de outra maneira. - Tu me darias os teus olhos em troca do filho? - Leva-os! - Gritei. Logo caiu uma escuridão profunda sobre mim, mas ouvia ainda a respiração tranquila do meu filho, como se fosse uma brisa nocturna deliciosa. - Mas não é ainda suficiente – disse o anjo – Dá-me a tua audição. - Leva-a! - Ordenei, e peguei o corpinho de meu filho com as duas mãos, beijando-o ternamente . - Mas ainda não é suficiente – exigiu o anjo novamente. - Dá-me todos os teus sentidos. - Leva-os todos! - Gritei, e afundei no nada. - Onde está o meu filho? Onde? - Podes crer: ele vive. O que desaparece dos sentidos nem por isso está morto. A morte não existe para aqueles que tem Jesus como seu salvador, Deus criou só a vida. Entendes agora? A estas palavras do anjo acordei. Muitas vezes tenho meditado sobre o que o anjo disse, e paulatinamente comecei a compreender. Muitas vezes somos servos dos nossos sentidos. Mas Deus como Senhor dos mil sentidos consegue transformar o que amamos, mil vezes. São transformações que não nos permitem ver, nem ouvir, nem apalpar. É por isso que falamos da morte. Mas a morte não existe quando se tem Jesus como vida. A vida natural rouba, e dá sem cessar. Se soubermos isto, qualquer sofrimento poderá transformar-se em alegria antecipada. A anciã calou-se. Depois de algum tempo a jovem viúva repousou a cabeça nas mãos da velha, perguntando: - Quem te ensinou tudo isso, amada avó? - A vida, minha filha, a vida... E a anciã acrescentou: ...e a morte! |
Procura-se uma amizade onde haja egoísmo, falsidade, tristeza, desconsideração....para ser replantada;
Porque ninguém, afinal, merece na vida uma coisa tão feia e destruidora assim.
Entretanto, amizades assim ou parecidas existem aos montes neste mundo tão injusto.
Replantada esta amizade, com muito afecto e carinho...
Esta estará pronta para combater a crueldade deste mundo.
No mundo falta afecto no coração de cada indivíduo;
Se cada um deles deixasse uma sementinha chamada "Amor", haveria um mundo muito mais justo e feliz.
Amizade verdadeira é aquela onde se possa cultivar a confiança, o respeito mútuo, o carinho e, acima de tudo, a grande virtude de compreender e nunca querer enganar.
Isto pode não existir, pois nada na vida é perfeito, porém, as pessoas devem se esforçar para conseguirem a plenitude de uma amizade assim.
Primavera é quando, num pedacinho da Terra, as flores se abrem,
o sol fica mais forte e a vida fica mais alegre.
Quando, num canto da Terra, se faz primavera, nos outros cantos se faz verão, inverno e Outono.
Das quatro estações, a primavera é a mais bonita, porque dá novas cores à terra, perfuma o ar e contagia os corações sensíveis com sua alegria.
A primavera é uma boa época para renovar o espírito, assim como as flores se renovam.
E de colher os frutos e semear a terra.
Semear a terra sempre, pois isso significa mantê-la sempre fértil.
E de terra fértil, sempre brota a vida.
Bom seria se a primavera acontecesse o tempo todo, em todos os corações
humanos... florescendo, enfim, na forma de actos, palavras e
pensamentos, sempre positivos...
Se cada ser vivente, fosse como uma flor, bela, pura e
cheirosa, toda a Terra viveria uma eterna primavera...
Depende de cada um, fazer do próprio coração, a terra...
semeá-lo e cuidá-lo, para cultivar o espírito da primavera, todo o tempo...
em qualquer estação...